segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Redenção

Provável que me arrependa ...
pois isso não era para ser escrito aqui...
e sim para ser entregue em mãos... mas de novo esmigalhei-me


pois então lá vai...


"...Deitei no chão...
Nada além de raiva, ódio, Tristeza e amargura...


Na cabeça só  uma imagem ... ELA ...
Não  sei como é possível...
Por mais que todos falem, e que tudo se comprove,
eu ainda insisto no mesmo erro


Deitado no chão,
Sou só lágrimas, 
escrevo mensagens pra ela,
tentando mostrar o quanto me faz Sofrer,
Queria estar frente-a-frente...
Olhando nos olhos dela me entregaria... e de tudo abriria mão 


Deitado no chão,
me contorço de dor no peito...
é por dentro, há um buraco...
Ficou o espaço vazio da alma que eu entreguei...
olhando nos olhos dela
e assim passei o poder sob mim... para outra pessoa... ELA...


Deitado no chão,
eu re-leio juras de amor...
Pedidos para que eu nunca a abandone...
e me pergunto: Se tudo isso foi real, porque acabou?
E choro...


Deitado no chão eu choro
ela dizia ter medo de depender de mim...
e hoje já não consigo seguir em frente...
por mais que eu tente, não consigo esquecê-la...


Deitado no chão eu peço rendição...
Por favor, se realmente não  tem mais como
Por favor, me liberte...
Ajoelhado no  chão 
eu choro, choro .... e nada mais


Não aguento mais sentir dor...
me liberte...


Eu nunca fiz nada para seu  mal...


Então por favor me respeite...
ao menos se despeça direito, e reconheça tudo o que faço,
só  para poder mais uma vez... 
Olhar nos seus olhos...
e por um mísero momento voltar a sentir aquilo que me fez tão bem um dia
Mesmo que eu  saiba que após senti-lo
Você arrancará mais um pedaço de mim


Abrindo cada vez mais, aquele buraco que você começou..."


"...não há tombo da qual eu não consiga levantar,
e esse é só  mais um que me dá mais vontade de lutar..."


"...Não há desistência, permaneço constante..."

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O eterno vazio de não ter uma chance...

não pensei em nada ... nem planejei ...

nem escrevi antes... apenas abri o editor de textos as 11:10 da manhã

dessa quinta-feira e vou  escrever...
e não faço ideia do que vai sair.... da minha mente com razão, 
passar pelo meu peito colhendo emoção,
e sair pelos meus dedos podendo não fazer sentido algum...


afinal não consigo sair disso... as vezes até gostaria de me centrar mas não consigo...
não me entendo...  não sei o que quero... e por mais que tente... 
nada consegue mudar isso...


"...conheci um cara, 
primo do vizinho, do cunhado, do irmão, filho da conhecida, da mãe de um amigo de infância meu...
era confuso, suas idéias beiravam a insanidade, e chegavam a tangenciar a genialidade
como todos nós era hipócrita, mas odiava hipocrisia 
e se torturava por viver com essa realidade...
sentado em minha poltrona, sozinho no meu quarto, comecei uma conversa franca com ele,
ele desabafou, chorou, seu desespero era iminente,
tudo por tornar eminente alguém que passou  por sua vida...
calou-se durante 20 minutos... e logo após descreveu tal situação:

'imagine uma corrente de cerca de 20 metros,
em uma ponta um Gancho preso a minha alma na altura da espinha,
a outra ponta estava nas mãos de quem eu me deixei entregar,
mas esse alguém percebeu que podia soltá-la, e assim o  fez,
mas fez isso nos trilhos de um trem...
o trem passou ... a ponta da corrente enganchou em suas engrenAgens,
e com uma brutal força arrancou dele tudo aquilo que ele mais gostava de sentir!'

ficou vazio, o coitado nunca teve uma chance,


nunca teve uma explicação, do porque ela deixou a corrente nos trilhos do trem,
nunca pôde tentar de novo...

ela se foi, e fez com que ele ficase vazio,

incapaz de poder doar sua alma a outro alguém...
ele chorou, enquanto eu bebia sozinho no escuro do meu quarto, ele chorou
me falava do perfume, do Beijo, do olhar, dos costumes....

e depois foi embora...


não ouvi a porta abrir, nem ao menos fechar,
mas sei que saiu, e manteve a verdade de seus sentimentos lá dentro comigo...
enxuguei os olhos, liguei o som e durmi ouvindo
'first daY of my life'. "

"...uma chance, foi tudo que eu pedi..."